Abel questiona gol anulado de Verón: “Por que em alguns jogos se mostra a linha e em outros não?”

Após a vitória do Palmeiras de 2 a 1 sobre o Ceará, pelo Brasileirão, o técnico Abel Ferreira questionou, em sua entrevista coletiva, o gol anulado de Gabriel Verón. Na jogada, foi assinalado impedimento de Breno Lopes, no início do lance. O português questionou porque a transmissão de TV não mostrou as linhas utilizadas pela cabine do VAR para invalidar o gol.

“Eu tenho duas perguntas, uma para a Televisão, e uma para o VAR. Primeira: por que em determinados jogos há linhas e em outros não há. Segunda: eu gostaria de perguntar ao VAR, se quando ele para a imagem, é depois da bola sair do pé do Scarpa ou no momento em que ele toca na bola. Gostaria de saber para ficar esclarecido para todos, porque pra mim, o gol é limpo”, interrogou.

Algo que foi muito ressaltado pelo treinador durante sua entrevista foi a opinião de que no Brasil se julga muito os técnicos, mas são os atletas em campo que tem o “GPS do jogo”.

“Portanto, independente de jogos passados ou futuros, o jogo ainda pertence aos jogadores e não aos treinadores. Eu sei que vocês aqui gostam de julgar os treinadores. Eles dão coordenadas, criam organização e a ordem da equipe, mas quem são os protagonistas e quem tem o GPS do jogo na cabeça são os jogadores.”

Reclamou a respeito do campeonato não ser paralisado quando ocorrem partidas de seleções, como é em praticamente todas as principais ligas do mundo. A equipe perdeu durante três partidas o goleiro Weverton (seleção brasileira), o zagueiro Gustavo Gómez (seleção paraguaia) e o lateral Piquerez (seleção uruguaia). Neste período, o Verdão não obteve nenhuma vitória (duas derrotas e um empate).

“Nós somos uma equipe equilibrada, gostamos de saber defender bem e atacar bem. Como já disse anteriormente, eu não sou mágico, quando tempos a equipe toda, somos mais fortes. Quando tempos os jogadores da seleção e mais o que temos, somos uma equipe altamente forte, altamente competitivos”, disse

“Eu já sei que daqui a uma média dúzia de jogos vamos perder nossos internacionais (jogadores de seleção). É o que gostaria de perguntar: nós contratamos bons jogadores, pagamos salário e temos que ficar sem eles em metade do Brasileiro. Eu não posso ter 38 rodadas e em metade fico sem os meus melhores jogadores. Depois perguntam porque não ganha aqui ou ali, ou porque a equipe não mantém a consistência e a dinâmica. Há jogadores que influenciam na dinâmica coletiva da equipe. Quando estão, é uma coisa. Quando não estão, é outra. Só não percebe isso quem não quer ou quem é mau intencionado.

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Na saída do campo, o meia Gustavo Scarpa, que segue como o maior garçom do Brasileirão, agora com nove assistências, conversou com a imprensa.

“Importante estar preparado, independente do tempo de jogo que temos para jogar. Mas o importante é a vitória, é bom ter uma sequência de vitórias para voltar a confiança. É um campeonato longo, o grupo é experiente e sabe como funciona o Campeonato Brasileiro (…) Espero que a gente consiga voltar a trilhar uma sequência de vitórias.”

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A equipe agora se prepara para tentar a terceira vitória seguida, na próxima segunda-feira (25), contra o Sport, no Allianz Parque, às 21h30. Já há o desfalque certo de Zé Rafael, que recebeu o terceiro cartão amarelo em Fortaleza. Fica a expectativa pelo retorno do volante Danilo, que recupera-se de lesão.