Cuca analisa ‘jogo pra cardíaco’, explica Jair no banco, exalta torcida e faz contas para o título

O líder Atlético-MG suou para vencer o Grêmio nesta quarta (03), em jogo atrasado da 19° rodada do Brasileirão, no Mineirão, por 2 a 1. O técnico Cuca destacou a dificuldade da partida e como todos serão assim daqui pra frente, além de explicar Jair no banco e fazer contas para o título.

O treinador citou a dificuldade do duelo e elogiou a grande atuação da equipe do Grêmio, que luta contra o rebaixamento:

– Foi um jogo difícil e a gente sabia. Nessa altura do campeonato, é muito difícil “negociar” a vitória, eles se tornam mais difíceis que no primeiro turno, pois já está se definindo quem luta pelo que. Todo jogo é decisão, é pra gente, pro Grêmio, pro América, pro Corinthians, nossos próximos adversários. Não sei qual é o mais difícil, quem luta pelo rebaixamento, quem luta pelo título ou que luta pela Libertadores. Hoje foi jogo pra cardíaco. Não sei se o Grêmio fez outro grande jogo assim no Brasileiro.

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Me sinto cansado como se eu tivesse jogado. Jogo muito tenso, nervoso, difícil”, afirmou Cuca, que deslocou o dedo mindinho na comemoração do segundo gol do Galo. O treinador também não deixou de exaltar a força da torcida atleticana, que lotou o Mineirão com o maior público do clube desde a reforma do estádio: “Obrigado por torcedor que veio, encheu o Mineirão e trabalhou, e como trabalharam, por isso sai vibrando daquele jeito.”.

Ao se despedir da coletiva pós-jogo, foi possível ver uma tala no dedo de Cuca, que recebeu atendimento após o acidente no segundo gol alvinegro – Foto: Reprodução / TV Galo

Questionado se o Atlético está encaminhado para o título e se o clube só perde se fizer muito esforço, Cuca mostrou que está por dentro também dos adversários e jogou as contas na mesa para mostrar a situação do Galo para o título:

– Em número, o Palmeiras e o Flamengo tem cerca de 62% de aproveitamento, e eles pra chegarem a 74 pontos, vão ter que ter 73% de aproveitamento, ou seja 11% a mais do que tem hoje. Nesse momento do campeonato, domingo e quarta, é muito difícil estabelecer uma alta, a instabilidade é geral pra todos, pra nos também. Em contrapartida, nós, que estamos com 72%, podemos dar uma caída pra 50% dos pontos. Temos nove jogos, são 27 pontos, se somarmos 13 pontos, somamos 75 ou 76 e dificilmente alguém vai alcançar esse números. Se pensar em números, as coisas ficam mais claras, mas se pensar que domingo é o América e quarta o Corinthians, nada mais é claro.

O treinador também foi questionado sobre a escolha por Jair, considerado o melhor jogador do time no atual momento, iniciar a partida no banco de reservas, e revelou que foi por questões física: “Foi necessidade de não jogar, claro, mas abrimos mão disso no início do segundo tempo com o cartão que o Tchê Tchê tomou”. Além disso, o treinador não poupou elogios ao volante alvinegro:

– O Jair é um jogador técnico, tem muita força e qualidade. Passe dele é preciso, bola área, marcação. Faz muita falta quando não joga, independente de quem vai substitui-lo. É um jogador que já está acostuma ao Atlético e aos grande jogos, mas tem que tomar cuidado, se não vamos perder o jogador. Às vezes tem que abrir mão do jogador o tempo inteiro pra contar com ele.

O Atlético volta á campo já no domingo (07), no clássico mineiro contra o América, às 16h, no Mineirão.