Em partida ruim do Botafogo, Enderson Moreira valoriza o empate com o Cruzeiro: “É sempre difícil jogar aqui.”

Na noite deste feriado de terça-feira (12), o Botafogo até tentou, mas conseguiu apenas empatar com o Cruzeiro, no estádio Independência, pela 30ª rodada da Série B. A partida foi muito corrida e tensa, mas de pouca inspiração por parte do alvinegro carioca, que finalizou pouco, apesar de ter levado perigo à meta cruzeirense, e o resultado ficou no 0 a 0.

Com o empate, o Botafogo perdeu a chance de dormir na liderança e ainda pode ser ultrapassado na rodada, indo apenas a 52 pontos, ficando na vice-liderança. Já o Cruzeiro teve seu ímpeto parado e estacionou em 11º lugar, com 39 pontos.

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Sobre o que achou da partida e questionamentos a respeito da atuação fraca do Botafogo, o técnico Enderson Moreira discordou:

“Eu acho que, era um jogo difícil, o Cruzeiro vinha de um resultado positivo contra o líder fora de casa. Veio com muita imposição física, se você puder observar, no começo do jogo o Cruzeiro não nos pressiona, jogou pouco, pra poder esperar o nosso erro, e a gente acabou errando em algumas situações e eles vieram com muita forca em algumas situações de contra-ataque e bola parada. Então, acho que no intervalo a gente conseguiu dar uma ajustada e no 2º tempo foi bem diferente. A gente conseguiu fazer um jogo bom, criar algumas situações e poderíamos ter vencido o jogo. É claro que não é o resultado que a gente queria ter aqui, sempre a vitória, mas era um jogo difícil, contra um, grande clube com um grande treinador e a gente precisa enaltecer o nível de competitividade da nossa equipe, principalmente no 2º tempo.”

Questionado sobre um dos motivos da atuação abaixo do comum ter sido abaixo do comum, Enderson concordou parcialmente, mas achou que a equipe conseguiu competir no 2º tempo:

“Eu acho que você tem razão em falar isso do 1º tempo, no 2º tempo não. Nós conseguimos criar duas chances muito claras, uma com a defesa do Fabio e a outra uma bola que passou muito perto ali do Navarro, que ficou com o gol aberto. Então, foram situações que a gente começou a criar, começou a chegar, teve bolas paradas boas. Foi um jogo bem disputado, cada um com dentro da sua proposta. Como eu falei anteriormente, o Cruzeiro não veio para o abafa contra a gente, nos deu a bola esperando que a gente pudesse errar e aí eles estavam saindo com muita força no contra-ataque e a gente teve que saber lidar um pouquinho com a situação e acho que no intervalo a gente conseguiu ajustar e fazer um 2º tempo muito bom dentro daquilo que era nossa proposta no jogo hoje.”

Ainda questionado sobre o Botafogo ter finalizado apenas três vezes o jogo todo, Enderson seguiu na mesma linha das respostas anteriores:

“Isso depende muito do que você chama de finalização e do que você chama de chance de gol né?! Então acho assim, o Cruzeiro teve volume maior, normal, mas teve muito chute que foram chutes pra fora, pra longe, você chama de finalização e as vezes uma bola que é cruzada na área, teve a do Navarro ali, era muito mais perigosa, uma chance muito mais clara de gol assim, na iminência de poder fazer. Acho que, concordo com você, no 1º tempo eles conseguiram ser superiores, mas isso não acontece no 2º tempo. Foi um jogo muito parelho, nos primeiros 20 min do 2º tempo tivemos boas oportunidades, controlamos o jogo, tivemos boa imposição em cima do Cruzeiro e é claro que no final, eles estão jogando dentro de casa, precisavam arriscar mais, mas a gente soube controlar bem e principalmente levar um ponto importante pra casa. Como eu falo muito aí, falo internamente, a gente joga sempre pra poder vencer. Mas quando não dá pra vencer a gente não perder é também importante pra levar esse ponto pra casa, porque esse pontinho pode fazer a diferença la no final.”

Em seguida, Enderson seguiu valorizando o ponto conquistado pelo alvinegro e exaltou a força Cruzeiro:

“As vezes, eu respeito muito a avaliação de vocês. E acho que as vezes a gente precisa entender um pouquinho esse processo. Não há satisfação alguma da nossa parte vim nu jogo e empatar, mesmo que possa ser contra um clube tradicional, gigante também, que nas ultimas décadas teve conquistas absurdas no futebol brasileiro, de Copa do Brasil e Campeonato Brasileiros, passa por um momento de dificuldade, mas é uma camisa pesada também. Sempre jogar aqui foi muito difícil, nunca foi fácil pra clube nenhum, são sempre jogos muito difíceis. E a gente tem que valorizar esse ponto. A gente criou situações pra vencer o jogo, tentou de todas as formas neutralizar as principais ações.”

Por fim, foi questionado a respeito de não ter colacado Ronald no jogo para buscar um resultado melhor, mas buscou explicar o motivo de não ter optado pelo jogador:

“Depois que a gente faz a substituição, cada um tem a sua opinião, mas a gente pensou na questão do Ronald, a única duvida nossa era que ele está há um tempo sem jogar, num jogo muito pegado e qualquer erro, qualquer vacilo poderia ser muito decisivo. E como a gente está preparando o Ronald pra essa volta dele, a gente achou melhor naquela situação colocar um jogador que tem qualidade técnica, consegue se espetar ali no lado, um jogador que sempre joga pra frente, que chega na área, que faz gol. Então era pra poder terminar esse jogou pouquinho dessa forma. A gente poderia ter colocado o Ronald, não que a gente está abrindo mão do jogo, mas o jogo tava chegando no final e como a gente tem essa questão toda de um tempo inativo do Ronald, a gente teve um pouco de cuidado pra que ele possa entrar em uma situação talvez um pouco mais favorável, que seria mais interessante. Nesses dias aí que a gente vai ter de preparação, ela vai ganhar ritmo nos treinamentos e muito em breve vai poder reestrear, voltar aí a ajudar a nossa equipe.”

Agora, o Glorioso ficará sem jogar por 8 dias, quando voltará a campo para encarar o Brusque, na quarta-feira (20), às 20h30, no Nilton Santos, pela 31ª rodada da Série B.

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