Guto avalia empate do Bahia: “Faltou a finalização”

Nesta quarta-feira (28), o Bahia recebeu o Ceará na Arena Fonte Nova, em jogo válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, e empatou em 1 a 1. Sobre o empate, o técnico Guto Ferreira conversou com a imprensa.

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O Bahia entrou em campo com um desfalque: Lucas Mugni, que estava lesionado. Para o seu lugar, o treinador do Esquadrão escalou Jonas, e após o jogo explicou a mudança tática que a alteração surtiu.

– Mugni, com presença dele, a equipe ganha mais variações de sistema dentro da partida. Ela transita no 4-1-4-1, no 3-6-1, 4-4-2. Conforme você posiciona eles, você vai variando situações. Inclusive, o 3-5-2, com o Juninho abrindo de lateral. Com o Mugni, permite a variação de sistema. “E por que você não entrou no 4-1-3-2 que jogou contra a Chape?”. Primeiro, que o Ceará não joga com três zagueiros. Segundo, que o meio-campo do Ceará é muito forte fisicamente. Eu, deixando só Patrick e Daniel, trazendo Juninho e Raí para auxiliar, ficaria um meio-campo muito leve para o contato corpo a corpo. Eu precisava de um meio-campo mais de enfrentamento corpo a corpo. E deu certo. Jonas fez um primeiro tempo muito positivo. Só que, ao ritmo do Jonas. Tenho que agradecer o profissionalismo, que chegou no intervalo e falou “Professor, deu para mim. Estou extenuado”. Mas fez o melhor dele e entregou. Porque, muitas vezes, o cara quer ficar e acaba se machucando ou não consegue oferecer o que a gente precisa. Além de ir mito bem, foi altamente profissional. Aí entrou o Lucas e, depois, o Edson, por questões de cartão- destacou.

Durante a partida, o adversário do tricolor chegou a ficar com um a menos, mesmo assim, o Bahia não conseguiu virar o jogo. Em relação a esse fato, Guto frisou que o time teve posse de bola, mas faltou finalizar.

-Nós circulamos bem a bola. Eles compactaram muito lá atrás. Nós empurramos eles em meio-campo, mas eles deram uma ou outra escapada, porque erramos um ou outro passe. Faltou a gente, nos momentos em que estivemos próximos de chegar, de repente arriscar um chute, não chegar só fazendo chuveirinho em cima de dois zagueiros muito altos. Arriscar um pouquinho mais finalização, porque nós tentamos tabela, circulação de bola… A gente já estava com outra formação tática. E uma formação que não teve, com essa formação, estava Patrick e Edson, Nino e Bahia, Conti e Luiz Otávio, Rodallega, Ronaldo e Raí. Não me lembro dessa formação junta em campo. Embora eles treinem juntos, embora a gente tenha um modelo de jogo, uma mecânica, eles fizeram algumas trocas boas, mas talvez a situação que tenha clareado mais, faltou a finalização – explicou.

Contra o Ceará, a defesa do Bahia foi vazada pela primeira vez na “Era Guto Ferreira”, saindo atrás no placar. O comandante aproveitou a coletiva para elogiar o alvinegro cearense, seu ex-clube, e destacar a força da torcida para que o tricolor buscasse o emapate.

-A gente tem que analisar também que pegamos uma equipe que compete muito. Que tem, na sua transição, a sua principal característica desde o meu tempo lá, a transição ofensiva. E foi num lance desse que eles conseguiram fazer o gol. Eles tiveram a felicidade de tocar bem, fazer o 2-1 em cima da nossa defesa. E acabaram fazendo o gol. Mas houve duas situações. A primeira foi os jogadores levantando a cabeça. E a segunda veio da arquibancada, com uma reação fantástica do nosso torcedor. Empurrando a equipe, jogando com a equipe. Com certeza, essa energia, esse momento, foi responsável também para que a gente empatasse logo e, logo na sequência, tivesse a possibilidade de quase virar a partida – exaltou.

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia