São Paulo encerra ano da base com bons destaques, mas sem títulos expressivos

O São Paulo encerrou neste final de semana o ano das suas categorias de base e dessa vez sem taças para comemorar. No entanto, as categorias de base do tricolor foram longe, atingindo pelo menos as semifinais de quase todos os torneios que participaram.

No sub-20, o time parou nas quartas de final do Paulistão, mas foi finalista do Brasileiro, no primeiro ano de Alex como treinador. Em relação a temporada anterior, um grande avanço, que dessa vez não só mostrou diversos destaques, mas já municiou jogadores que devem atuar pelo profissional em 2022.

O São Paulo foi o segundo time com mais vitórias no Brasileirão sub-20, atrás apenas do Flamengo, eliminado pelo próprio tricolor na semifinal da competição e Juan, já incluso na lista do time principal, foi o grande destaque. Ele anotou nove gols e seis assistências na competição, liderando o São Paulo nos dois quesitos. Essa foi a melhor temproada do centroavante, desde que chegou em Cotia, vindo da União Barbarense.

Além de Juan, diversos outros nomes já começaram a aparecer no time de cima, como Vitinho, que com 12 gols, foi o artilheiro do sub-20 na temporada e teve ainda sete assistências ao todo. Pedrinho ainda não entrou em campo pelo principal, mas também teve sete passes para gol na temporada e foi o grande destaque do meio de campo.

João Adriano liderou o time em gols e assistências no Paulistão, foram oito tentos e sete passes que resultaram em gols, logo em seu primeiro ano de sub-20. Outro novato da categoria, Léo Silva foi quem atuou em mais posições, sendo primeiro ou segundo volante, ala e até um meia mais avançado, chegando em 32 jogos, três gols e cinco assistências na temporada.

Outro nascido em 2003 com grande participação foi o zagueiro Lucas Beraldo, que teve o maior número de minutos do time: foram 2300 minutos em campo. Alex ainda recuperou alguns jogadores nascidos em 2002, como o meia João Pagé, que foi deslocado para a lateral-direita e encontrou seu espaço no time.

O sub-17 tricolor também já encerrou seu 2021 e apesar de não repetir as taças da equipe antecessora, mostrou sua força, sendo finalista da Copa do Brasil e semifinalista do Brasileirão e do Paulistão da categoria.

Ao todo, o São Paulo foi o time que mais aplicou goleadas na categoria: 14 em 42 jogos. Caio Matheus, assim como no ano passado, foi o principal destaque do time e novamente encerrou seu ano como artilheiro do São Paulo sub-17 em um campeonato nacional: foram nove gols no Brasileiro e 13 na temporada, que também colocaram o jovem no topo do quesito de modo geral.

O destaque, levou Caio a se tornar peça importante do sub-20, onde fez três gols e deu duas assistências, um dos gols de suma importância, contra o Flamengo, que levou o time pra final do Brasileiro. Caio é considerado um dos favoritos de Rogério Ceni na base e já passou a ser chamado para integrar a equipe profissional do tricolor.

Logo atrás de Caio na artilharia, está um dos principais nomes do sub-17 brasileiro: Newerton. O jovem tem apenas 16 anos, marcou dez gols na temporada e foi o líder de assistências da equipe, com sete no total. De muita velocidade e habilidade, Newerton veio do Sport e fez sua primeira temporada completa no São Paulo. Apesar de começar na reserva e às vezes sequer ser relacionado, terminou o ano como o jogador de linha como o segundo jogador de linha com mais minutos jogados pelo time.

Por falar em jogadores nascidos em 2005, eles fizeram bonito entre os mais velhos. A dupla de Enzos, por exemplo, contribuiu com 12 gols na temporada, sendo sete do meia Enzo Boer e cinco do atacante Enzo Perroni. Além deles, o zagueiro Pedro Andrade apareceu em boas oportunidades e o meia Matheus Alves foi um dos destaques do time quando esteve em campo.

E já que o assunto é atuar entre os mais velhos, nisso a defesa do São Paulo apareceu muito bem. Leandro Mathias, considerado o principal goleiro da base são-paulina e que foi destaque nos títulos do ano passado, atuou diversas vezes pelo sub-20, assim como zagueiro Ythallo, que chama a atenção pela sua altura (1,91m), o volante Negrucci e o polivalente João Moreira, que atua tanto na lateral direita, na esquerda e na zaga.

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Ao longo do ano, o São Paulo teve desfalques importantes, como Rodriguinho, que mostra muita habilidade, mas atuou em menos jogos pelo time. Maior expoente da categoria em anos anteriores e campeão pela Seleção Brasileira sub-15, o meia esteve em campo em apenas 14 dos 42 jogos da temporada. Outro que também teve menos minutos, mas às vezes por se dividir entre sub-20 e sub-17, Luizinho entrou em campo em 21 partidas. Isso deu chance para outro selcionável aparecer mais: Mateus Amaral se tornou o principal meia do time, com um potente chute de fora da área e boa cadência de jogo, empatando com o recém-chegado Eduardo Brito e Enzo Boer, com sete gols na temporada.

Menta também teve mérito na mudança de posição de um jogador ofensivo para a lateral. O atacante Kaiky Carvalho, artilheiro do time no sub-15, foi deslocado para o lado do campo, atuou tanto como lateral pela direita, como pela esquerda e não decepcionou.

Já a geração sub-15, que vinha do título sub-13 em 2019 e de praticamente dois anos sem poder atuar, veio mostrando novos talentos do tricolor. A equipe começou a temporada vencendo a Caju’s Winter Cup, no CT do Athletico, mas depois caiu na Copa Nike e parou na semifinal do Paulistão, ao ser goleada pela Ferroviária.

Thierry Henry, de apenas 14 anos e 1,92m de altura, foi novamente artilheiro do time no Paulistão com sete gols marcados. Nascido em 2007, ele ainda pode jogar o sub-15 em 2022. Já Hugo Rocha, artilheiro pelo Marília no sub-13 e recém-chegado ao tricolor, anotou quatro gols, empatando com Ferreira, William Gomes e Hwaskar.

William e Hugo foram convocados para a Seleção Brasileira nessa temporada e são bons destaques, mas que não fizeram parte do título do sub-13 em 2019. Outros nomes importantes da equipe foram Guilherme Fumaça, Giovani Amaral, Andrey David e o zagueiro Igão, que fez um gol do meio de campo no primeiro jogo da semifinal do Paulistão. Além deles, Guigão, Giovani, Ramon e Welinton também apareceram bem no ano e inclusive integraram o time mais velho, da equipe sub-16, que atuou na Caju’s Summer Cup.

O São Paulo não termina com títulos de expressão como em outras temporadas, mas novamente mostra aos seus torcedores uma leva de jogadores muito habilidosos, que pode render muitos frutos ao tricolor.