São Paulo estreia na Copinha: relembre as quatro conquistas do tricolor

Nesta quarta-feira, 5, o São Paulo estreia na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2022. O jogo será na sede de São Caetano, no estádio Anacleto Campanella, às 19h30.

Com o comando do técnico Alex, que levou o time ao vice-campeonato do Brasileiro sub-20, os jovens do São Paulo vão em busca do pentacampeonato da competição. Tradicional no cenário das categorias de base, o tricolor é o segundo time com mais finais de Copinha, são 11 no total e também o segundo com mais semifinais, 21 vezes a equipe chegou ao menos entre os quatro melhores.

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Relembre aqui como foram as conquistas do São Paulo na competição.

1993 – A primeira e com direito a vitória em Majestoso na final

Em 1993 o São Paulo venceu pela primeira vez a Copa São Paulo, com o que foi a mais bem sucedida geração da sua categoria no torneio. Na ocasião, a equipe chegou na final da Copinha por três vezes consecutivas, mas conquistou a taça somente uma vez.

Em 1992, o tricolor perdeu a final para o Vasco e em 1994 para o Guarani, ambas nas penalidades e nas duas terminando invicto. Em 1994, inclusive, o São Paulo venceu todos os seus oito jogos e chegou na final com 100% de aproveitamento.

As equipes desses anos eram muito parecidas, a mudança mais marcante é a do goleiro, já que Alexandre, que disputou a Copinha de 1992 como titular, faleceu em um acidente de carro em julho daquele ano e Rogério Ceni assumiu a meta nas duas edições seguintes. Pavão, Sérgio Baresi, Mona, e Toninho participaram das três edições como titulares da equipe, enquanto Catê foi muito utilizado nas três.

Especificamente falando do título, o São Paulo passou com certa tranquilidade na primeira fase, perdendo apenas na rodada final para o Bahia, por 1 a 0, mas com a vaga assegurada pelo saldo de gols. Na segunda fase, o verdadeiro desafio, em um grupo com Palmeiras o tricolor garantiu a sua vaga no mata-mata de forma invicta, empatando o Choque-Rei e avançando para a semifinal.

Pereira marcou o gol único que garantiu a passagem para disputar o Majestoso na decisão. Esse clássico foi cheio de emoção e teve a estrela de Jamelli para garantir a taça para o São Paulo. Com cerca de 50 mil pessoas no Pacaembu, o atacante marcou um hat-trick, que garantiu a vitória por 4 a 3 e a primeira conquista da Copinha, sob o comando de Márcio Araújo.

Escalação na final: Rogério Ceni, Pavão, Sérgio Baresi, Nélson e André; Mona, Pereira e Robertinho; Catê, Jamelli e Toninho; Técnico: Márcio Araújo

2000 – A lenda de Kaká preterido e a virada contra o Juventus

Oito anos mais tarde o São Paulo voltou a levantar a taça e com um ótimo grupo, que também atingiu a final em 2001, mas acabou derrotada nos pênaltis pelo Roma Barueri.

O técnico Pita tinha uma grande geração para trabalhar, Kaká era reserva de Harison, que realmente era um jogador bastante habilidoso, mas não porque era visto como pior ou como um jogador de menor potencial. A realidade é que o futuro melhor do mundo é dois anos mais jovem e nas categorias de base a hierarquia etária é muito difícil de ser quebrada, além de outras situações extra-campo. O argumento de que o São Paulo não apostava tanto assim em Kaká porque ele era reserva dessa Copa São Paulo não condiz com a realidade, pois o jovem, desde muito cedo, já fazia um trabalho diferenciado na base do time.

Apesar de não ser um clássico contra Corinthians, Palmeiras ou Santos, esse jogo com o Juventus era muito complicado para o tricolor. A equipe da Rua Javari teve o melhor ataque da competição com folga, venceu todos os jogos até a final, goleando o São Raimundo por 12 a 0 e ainda passando por Grêmio e Santos para chegar na decisão. O São Paulo também chegou com 100% de aproveitamento, 18 gols a favor e apenas três contra.

Aquela equipe do tricolor tinha nomes como Julio Baptista e Fábio Simplício, mas o destaque maior ia para Renatinho, artilheiro do time, que acabou se lesionando e não rendendo o nível esperado no futebol profissional. O Juventus saiu na frente com Gaúcho, artilheiro do torneio e parte vital daquele time, que tinha Zé Roberto e o zagueiro Luisão, mas o tricolor conseguiu a virada, mesmo após perder um pênalti, anotando dois gols rapidamente e fazendo 2 a 1 com sete minutos para o final da partida.

Escalação na final: Márcio; Andrey (Márcio Luís), Jean, Xandão e Hílton (Leandro); Daniel Rossi, Fábio Simplício, Harison e Pepe (Júlio Santos); Júlio Baptista e Oliveira. Técnico: Pita

2010 – Com emoção até o último segundo em um SanSão

A terceira conquista demorou muito para acontecer, foram dez anos de espera para que o São Paulo levantasse a taça de uma Copa São Paulo novamente e cinco anos após a inauguração do CFA de Cotia, ou seja, no tempo exato para que a primeira geração a chegar no novo CT passasse por todas as categorias, do sub-15 ao sub-20.

A conquista teve nomes gigantes do futebol mundial pelo São Paulo, como Lucas Moura e Casemiro, mas quem decidiu a final foram dois nomes que apareceram menos no cenário, o goleiro Richard e o atacante Ronieli.

Após a disputa da Copinha, em que marcou o gol de empate nos minutos finais, Ronielo foi emprestado diversas vezes pelo clube durante pelo menos cinco anos, pasasndo por times da Turquia, Coréia do Sul, Japão e claro, também do Brasil, como Chapecoense e Bragantino, mas não repetiu o sucesso da base e rodou pelas divisões inferiores do futebol nacional.

Richard teve mais história ainda na final. Primeiro contou com a sorte de um erro da arbitragem, ao não ser expulso em um lance em que fez uma falta como último homem e impediu o gol do título santista. Depois pegou os três pênaltis da disputa, batidos por Alan Patrick, Renan Mota e Alemão. O São Paulo foi perfeito nas cobranças com Jeferson, Dener e Lucas Moura e foi campeão.

Richard passou por alguns empréstimos, mas se desvinculou do São Paulo em 2013, passou por Paulista, Água Santa, Rio Claro, sempre com boas participações e conseguiu verdadeiro destaque no Paraná. De lá foi para o Ceará, onde hoje é um dos nomes importantes da equipe.

Escalação na final: Richard, Filipe Aguaí (Willian Arão), Fabiano, Bruno Uvini, 6 Felipe (Paulo Henrique); Casemiro, Zé Vitor, Jefferson, Lucas Moura; Ronieli, Lucas Gaúcho (Dener). Técnico: Sérgio Baresi

2019 – A revanche contra o Vasco e o amdurecimento de Antony

A última conquista é recente e novamente veio com aquele vice-campeonato acoplado. Em 2018 quase o São Paulo chegou lá, com o time que contava com Luan, Igor Gomes, Liziero, Tuta, Gabriel Sara, Walce, Helinho e Antony, o tricolor perdeu a final para o Flamengo, em um jogo em que atacou muito, mas não conseguiu marcar.

No ano seguinte, já sem o treinador André Jardine, alçado aos profissionais, Orlando Ribeiro, hoje no sub-17 do Palmeiras, assumiu o trabalho da equipe na Copinha e contou com alguns desses nomes, mas um em especial mudou seu jeito de jogar e sua postura para garantir a conquista do tetra: Antony.

O jovem, que já havia jogado no profissional, desceu para a disputa da competição e mostrou muita maturidade. Ele assumiu a responsabilidade, se tornou o melhor jogador do time e comandou a equipe para a conquista. Nestor também brilhou naquele ano e deu a assistência para Antony marcar o segundo gol do time na final, mas o Vasco buscou o empate em uma tarde chuvosa no Pacaembu e nos pênaltis Thiago Couto assegurou a taça.

Escalação na final: Thiago Couto, Caio Felipe, Tuta, Morato e Welington; Diego Costa, Rodrigo Nestor e Paulinho; Antony, Fabinho e Novaes; Reservas utilizados: Lucas Sena, Lucas Fasson, Weverson, Marcos Junior, Ed Carlos e Vitinho; Técnico: Orlando Ribeiro