Sylvinho elogia atuação de Gabriel e fala sobre o bom momento do Corinthians na Arena

O Corinthians venceu o sexto jogo seguido na Arena neste domingo (21), contra o Santos por 2 x 0, pela 34ª rodada do Brasileirão Série A. Assim, o Timão teve amplo domínio na partida e levou os três pontos no último clássico da temporada, com gols de e Gabriel

Após o confronto, o técnico Sylvinho concedeu entrevista coletiva exaltando o triunfo. Pois, desde que o retorno do público foi liberado, o Alvinegro não perdeu sob seus domínios. 

“Era muito importante, essencial, uma vitória para continuar pontuando. Todos os setores funcionaram bem, fico feliz com a organização do time. Mostramos um time organizado, uma defesa muito bem postada, um meio-campo que protege bem, atacante com funções defensivas, o contrário também, potencializando o time com posse no meio, com passagem de lateral. Fagner passou muito, Fábio Santos também aproveitou. O jogo nos propiciava essa retenção do Jô, enfim, muito bom”. 

“Tivemos paciência em casa, o gol demorou a sair, e isso quando ocorre você começa a acelerar demais, perder bolas na construção, e gera contra-ataque, pois falta confiança. Falamos isso no intervalo, os atletas entenderam e continuaram a atacar com equilíbrio, organização, ao ponto de fazer o gol, o segundo e se mostrarem superiores durante os 90 minutos”, disse o técnico. 

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Com o resultado, o Corinthians voltou ao G-4 do Brasileirão, graças ao desempenho de atletas que vinham sendo alvo de críticas pela torcida: o centroavantee o volante Gabriel. O primeiro marcou um gol e deu outra assistência, já o camisa 5, foi o responsável por selar a vitória.  

“Parte do trabalho é humano, buscamos alma, vida, e o Gabriel se entrega. Às vezes fico chateado quando vejo críticas pesadas a atletas com uma entrega como a do Gabriel. Todos os atletas têm limitações ou físicas ou técnicas ou táticas. Ele se doa demais. No primeiro turno, jogou todinho numa linha um pouco à frente, quando Cantillo era titular, e ele estava do lado no tripé. No segundo, teve mudanças, veio jogar atrás, onde é a função dele. Ele tem o respeito dos atletas. 

“Gabriel ficou chateado, triste, mas convivemos com isso, o atleta sabe, somos profissionais, precisamos conviver com algumas críticas. Quando foi me perguntado o limite da crítica, eu falei que todos os seres humanos sabem o limite da critica. Somos vidraça, vamos continuar trabalhando. Nós trabalhamos esse atleta em nível humano para ele estar em campo. Feliz pelo resultado e pelo desempenho dele e pelo gol”, afirmou Sylvinho.

Outro ponto citado pelo treinador na coletiva, foi sobre os ataques que sua filha sofreu nas redes sociais durante a semana, após a derrota para o Flamengo, por 1 x 0, no Maracanã. 

“Sou um profissional do futebol, como atleta tive 15 anos. Somos pessoas públicas, estamos acostumados com críticas, sem problemas. Existe o Sylvio profissional que se preocupa em trabalhar 12h por dia no CT. Nossa preparação foi normal, boa, e a prova foi o resultado final em campo. Uma vitória absolutamente merecida”, finalizou. 

Veja outros trechos pós vitória do Corinthians:

  • Posturas diferentes contra Flamengo e Santos 

“Fizemos um grande jogo, cada jogo é um jogo, tem uma história, num estádio, são muitas diferenças. Fizemos um bom jogo, clássico é difícil, controlamos o jogo inteiro, tivemos boa performance, bons desempenhos em todas as áreas. Grande trabalho do grupo nesse clássico”. 

  • Dúvidas sobre o seu trabalho

“Pressões ocorrem. O trabalho foi muito bem feito, estamos entregando números positivos. Terceira melhor defesa do campeonato, aliada com um dos times mais disciplinados. É um time leal, toma poucos cartões amarelos, proporciona que o jogo tenha 60%, 65% de bola rolando, é bom para o espetáculo, para o entretenimento. Competimos, somo leais, e os números vão indo. Entrar no G4 nesse momento, no qual cinco meses atrás era impensável, é trabalho, é suor, e isso não acabou, vai até 9 de dezembro, até a última rodada, os jogos vão ficar ainda mais difíceis”. 

“Minha preocupação maior e única é trabalhar, me dedicar, são 10h, 12h no CT, com alegria, alinhado com todas as áreas do clube, apoiado pelo presidente, pela diretoria, também pelos atletas. Nosso ambiente interno é extremamente positivo, muito bom, e os atletas tem ecoado nas entrevistas”. 

“Jô é um atleta corretíssimo, absolutamente integrado ao Corinthians, comprometido com o trabalho, com o clube, saiu do terrão, é um atleta formidável, com experiência, currículo, história dentro do clube. E pronto para nos ajudar como tem nos ajudado. Dá essa característica do 9. Em decorrência de muito jogos, em algo que possa ocorrer, temos que buscar no elenco alternativas se não pudermos utilizá-lo. Enquanto ele estiver jogando e as coisas estiverem fluindo, ótimo. mas num campeonato duro como esse, com jogos quarta e domingo, você tem que buscar alternativas”. 

  • Retorno de Willian e ausência de Giuliano

“Willian jogou por uns 30 minutos, era mais ou menos o que tínhamos programado, e eu já linko com a primeira pergunta. O Corinthians é um clube muito estruturado, com vários departamentos, os atletas entram em campo aptos para jogar futebol. Não digo que passamos 12h no clube à toa, passamos, pois, é muito trabalho, tem que alinhar, e é assim que tem que ser feito. Nós temos ao longo dos meses poucas lesões e isso é mérito do clube, da estrutura, da forma como está sendo tratado e executado o trabalho, sem comparação com outros clubes. Óbvio que queríamos ter zero risco, mas zero não existe. Quando o atleta entra em um treino, ele já corre risco de lesão. Nosso percentual é baixo”. 

  • Du Queiroz 

“Du é um atleta que eu gosto bastante no Corinthians, tem uma trajetória de base e no começo do profissional onde usamos ele na lateral. Ele tem base como lateral, todos os conceitos defensivos muito claros, e é um atleta com características de meio-campo que ele também tem de base, ele pode atuar. Feliz com a estrutura do time que funcionou muito bem. Feliz por ele, é um atleta que todas as vezes que foi chamado deu conta. Potente, boa qualidade técnica, entendimento de jogo e de um nível de personalidade muito positiva, não sente o estádio, joga sem problema, tem nos ajudado muito”. 

“Entrar no G-4 é importante, é difícil, estamos suando o campeonato inteiro. A realidade é muito mais positiva do que quando encontramos. Não vai ser fácil, tem três ou quatro clubes de camisa importantes disputando essa vaga. Feliz pelo G-4, é um trabalho, uma dedicação de todos nós. Falam quatro jogos. Brasileirão é difícil, desgaste é maior, isso vai se arrastar até dia 9 de dezembro. Feliz por estar lutando por essa vaga, não é o que diziam que lutaríamos, diziam que brigaríamos por vaga muito mais abaixo”.